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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ENTREVISTA: VAMOZ! (RECIFE - PE)



Formada por membros da cena indie rock pernambucana dos anos 1990, a Vamoz! é uma banda de Recife que bebe da fonte do hard rock, além de flertar com bandas como Wilco, Dinosaur Jr. e até Neil Young. Para nos contar um pouco mais sobre a história da banda e sobre as novidades pra o show do Capibaribe in Rock 2016, nós conversamos com o homem da voz e da guitarra da Vamoz!, o Marcelo Gomes.

FOTO: GESCC/DIVULGAÇÃO



CIR - Em 2007 a Vamoz! lançou seu segundo disco em Santa Cruz do Capibaribe, além de já ter tocado no Capibaribe in Rock em outra oportunidade. Como é voltar ao palco do festival depois de tanto tempo?

Marcelo Gomes: Estamos muito felizes em merecer essa confiança porque vocês tem tido shows bacanas por aí nos últimos anos e agora, acho que a expectativa de fazer um bom show é mais acentuada da nossa parte. O Vamoz! tem histórias muito legais nessa cidade e eu tive a chance de tocar aí com a Supersoniques e DMP, então tenho uma história grande e verdadeira. Fiz ótimos amigos aí e espero fazer ainda mais. Nós tocamos muitas músicas dos dois primeiros álbuns, novo single e algumas surpresas.

CIR - Vocês passaram um tempo em hiato e depois voltaram com grandes mudanças, principalmente saídas e entradas de membros. Como vocês enxergam que essas mudanças afetaram/afetam o som que fazem agora?

Marcelo Gomes: Sim, a única certeza é a ''impermanência''. A banda está soando muitíssimo diferente. Ao todo estamos em atividade a 13 anos. É muito difícil que a vida e as ideias das pessoas permaneçam as mesmas por tanto tempo, então essas mudanças ocorrem naturalmente no curso de vida e isso reflete diretamente no som da banda e na permanência das pessoas nela. Eu particularmente toco em bandas desde os 17 anos e a única coisa que ficou nesse tempo todo foi o gosto por tocar guitarra bem alto.

CIR - Atualmente, Djalma Rodrigues tá tocando com vocês. Como aconteceu essa entrada e o que ela significou pra banda?

Marcelo Gomes: Djalma é um dos melhores guitarristas que já vi tocando ao vivo. Ele também é um grande amigo e nós adoramos colocar alguns discos e ficar horas conversando sobre música, de todos os aspectos possíveis. O que quero dizer é que ele entrou na banda com toda liberdade para fazer o que quiser e ele mudou muito o nosso som. A razão da entrada dele foi porque o último baixista JB (que inclusive participou da composição e gravou Worried Man) foi morar em São Paulo, ele é um músico profissional e precisava estar num lugar de mais oportunidades. Nisso, eu e Pedrinho tínhamos decidido que não tentaríamos colocar apenas alguém para tocar baixo, mas alguém que realmente tivesse sintonia com nossa história. Quando convidei DJ para tocar, ele estava meio bêbado e achei que ele tinha dito sim por isso. Daí no outro dia liguei para ele e confirmei, não acreditava que ele tinha topado. Nesse show de Santa Cruz, especialmente, teremos o baixista da AMP (Dudu) tocando conosco. Vai ser mais uma instiga.

CIR - O que a Vamoz! tá preparando pro show no Capibaribe in Rock?

Marcelo Gomes: Basicamente nós subimos no palco e tocamos as músicas. Pouco ou nada é programado, então podem contar com uma banda muito instigada.




Entrevista: Priscila Moura
ASCOM Capibaribe in Rock
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ENTREVISTA: DIABLO ANGEL (CARUARU - PE)

Em meio a tour de divulgação de Fuzzled Mind, disco de estreia da banda, a Diablo Angel toca pela segunda vez no Capibaribe in Rock e promete um show cheio de atitude, assim como seu elogiadíssimo primeiro álbum de estúdio. Para saber mais sobre o processo de gravação do trabalho novo e sobre as expectativas para a apresentação no festival, o blog conversou com a vocalista Kira Aderne. 


FOTO: BEATRIZ LORRANY


CIR - A Diablo Angel estreou no Capibaribe in Rock há dois anos atrás, não é isso? Como é voltar a tocar no festival, agora em plena tour nordeste de um trabalho recém lançado?


Nosso primeiro show foi no Capibaribe In Rock e não poderíamos ter estreado de melhor maneira, nesse que é um dos festivais mais importantes e longevos do interior de Pernambuco.Em 2014, nesse primeiro show, ainda estávamos iniciando a nossa jornada. Hoje, a banda está bem mais experimentada. Só no lançamento do Fuzzled Mind fizemos mais de 10 shows, entre a capital e o interior,em apenas 4 meses! A gente vem tocando bastante e isso tem sido maravilhoso. E ter recebido novamente o convite para tocar no CIR 2016 foi fantástico.Estaremos no meio da nossa Tour Diablo Angel Nordeste e tocar em “casa” será como jogar para nossa torcida!

CIR - Sobre o disco novo, como tem sido a recepção do público?

A melhor possível, talvez nem esperássemos tantos comentários positivos. Isso só vem recompensar todo esforço da banda que rala bastante para viajar toda semana entre a capital e o interior só para poder ensaiar e ainda nos dá mais energia para o próximo trabalho.

CIR - Como foi o processo de composição/gravação do Fuzzled Mind?

Nós iniciamos o processo de composição em casa, ainda sem nosso batera Bruno Kiss. Utilizamos samplers e bateria eletrônica para gravar uma demo em casa mesmo, então depois que Bruno entrou e se familiarizou com as músicas começamos a pensar na gravação oficial do álbum. Decidimos gravar em Caruaru, no Lá em Casa Estúdio, do nosso amigo Henrique Aragão, que também fez a produção do álbum. Henrique é especialista em música pesada (Heavy/Trash) e para ele foi um desafio produzir uma banda com uma pegada mais alternativa, mas no fim o resultado foi além das expectativas.

CIR - Além de disponibilizar o disco novo em plataformas digitais de forma gratuita, como o Spotify, vocês estão vendendo os discos em formato físico e outros produtos com a marca da banda nos shows. Como vocês enxergam esse processo de distribuição independente do trabalho, sem todo o marketing de uma gravadora, etc? Como é gerenciar essas atividades que vão além da música?

É sem dúvida um trabalho à parte que toda banda independente precisa fazer. Mas mesmo de forma independente, conseguimos distribuir em apenas 6 meses a metade da tiragem do CD Fuzzled Mind. E além de vender o álbum e as camisetas da banda em shows, também disponibilizamos vendas online e em lojas físicas. Tudo para facilitar ao máximo o acesso à nossa música. Sem falar que faz parte da cultura do rock and roll vestir a camisa da banda que gosta, comprar o álbum físico para ler a ficha técnica e descobrir quem foi produtor, ter um adesivo para colar no seu caderno, espalhar para as outras pessoas o nome da banda que você gosta. 

CIR - A banda sempre foi uma apoiadora e movimentadora declarada da cena alternativa de Recife, além de cenas do interior como a de Santa Cruz e Caruaru. Mesmo com toda a união de esforços para manter tais cenas vivas, como é hoje ser uma banda independente em Pernambuco?

Ser independente aqui, como em qualquer outro estado, significa que você tem que ralar para fazer sua música acontecer. É o velho lema “Do It Yourself!” levado ao pé da letra. E não adianta só ficar no Facebook enviando sua música para seus amigos. É importante frequentar os eventos independentes, tanto na capital quanto no interior, aumentar seu network de contatos, mostrar sua música a produtores e selos alternativos, fazer parcerias com outras bandas para realização de eventos e muito mais. Resumindo: se quer que sua música apareça, não pode ficar parado esperando que alguém lhe ache, você têm que achar o seu público.

CIR - O que a Diablo Angel está preparando para o show no Capibaribe in Rock esse ano?

Bastante coisa! Além das músicas do Fuzzled Mind que hoje têm uma pegada bem diferente de 2 anos atrás, ainda temos várias composições novas que já estamos tocando em shows e que também estamos levando para a nossa Tour Diablo Angel Nordeste. E além disso, talvez algum cover especial em agradecimento aos nossos amigos de Santa Cruz. Será um show fantástico, a Diablo Angel não poderia estar mais feliz em estar no line-up do Capibaribe In Rock 2016!

FOTO: DIVULGAÇÃO/DIABLO ANGEL
  
Entrevista: Priscila Moura
ASCOM Capibaribe in Rock