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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ENTREVISTA: CALIBRE 765 (STA CRUZ DO CAPIBARIBE - PE)

Sempre marcando presença no Capibaribe in Rock, a Calibre é uma das bandas mais tradicionais de Santa Cruz, com vários anos na estrada e uma legião de fãs que se inspiram no trabalho dos caras. Nós batemos um papo com Marcos Mota, guitarrista da banda e ele nos contou um pouco mais sobre o tempo de estrada da Calibre e também sobre a apresentação no festival.

FOTO: CALIBRE 765/DIVULGAÇÃO

CIR - A Calibre é uma das bandas mais tradicionais do rock de Santa Cruz. Qual o sentimento de vocês ao saberem que muitas bandas novas que vem surgindo na nossa cidade tem vocês como inspiração?


Marcos Mota: Isso é algo bom, já que sabemos muito bem como é difícil fazer música autoral na nossa região. Então é muito gratificante ver essa nova geração metendo a cara e fazendo suas próprias músicas, gravando, acreditando em seus sonhos. Se de certa forma ajudamos nisso, então fizemos nosso papel.

CIR - Vocês já estão há um bom tempo na estrada e fazem parte de muitas épocas do cenário alternativo da região. Como vocês avaliam esse cenário atualmente?

Marcos Mota: Tem muita coisa boa rolando por aqui, bons músicos e boas ideias. O negocio é correr atrás e mostrar o seu trabalho, a sua arte, não esperar que façam por você aquilo que lhe cabe fazer. Música é arte, mas também é um produto e precisa ser exposto, ser apresentado as pessoas. Então como artistas devemos levar nossa arte ao máximo de pessoas possíveis. Não adianta fazer uma boa música e deixá-la guardada na gaveta. 

CIR - A banda tem planos para gravação de material inédito? Se sim, tem alguma previsão para inicio das gravações ou até mesmo lançamento de algum material?

Marcos Mota: Sim, nós estamos em processo de gravação para lançarmos enfim 
um álbum da Calibre. Mas não temos uma previsão de lançamento, o processo irá durar 
o tempo necessário para que fique do nosso agrado. Sem pressa, tudo sairá no seu devido tempo.

CIR - Mesmo sendo figura carimbada no Capibaribe in Rock, a Calibre continua lotando os shows e fazendo a galera bater muita cabeça. O que vocês esperam desse ano?

Marcos Mota: Tecnicamente estamos em um dos melhores momentos da banda, devido a pré produção do álbum. Então acredito que será uma ótima apresentação, e com algumas novidades no repertório.

CIR - Quais são os futuros projetos da Banda?

Marcos Mota: No momento o foco são as gravações. Mas estamos compondo material novo também, o fluxo de ideias está muito bom e vamos aproveitar esse bom momento ao máximo!

CIR - Mandem um recado para o público do Capibaribe in Rock.

Marcos Mota: Nós convidamos todo o público roqueiro da nossa cidade e região (já que nossos amigos de Surubim e Taquaritinga são figurinhas carimbadas por aqui) à virem prestigiar as duas noites do Capibaribe in rock desse ano e se divertirem ao máximo. Parafraseando Neil Young: Rock and roll can never die!


Entrevista: Jorge Luis
Edição/Finalização: Priscila Moura
ASCOM Capibaribe in Rock

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ENTREVISTA: VAMOZ! (RECIFE - PE)



Formada por membros da cena indie rock pernambucana dos anos 1990, a Vamoz! é uma banda de Recife que bebe da fonte do hard rock, além de flertar com bandas como Wilco, Dinosaur Jr. e até Neil Young. Para nos contar um pouco mais sobre a história da banda e sobre as novidades pra o show do Capibaribe in Rock 2016, nós conversamos com o homem da voz e da guitarra da Vamoz!, o Marcelo Gomes.

FOTO: GESCC/DIVULGAÇÃO



CIR - Em 2007 a Vamoz! lançou seu segundo disco em Santa Cruz do Capibaribe, além de já ter tocado no Capibaribe in Rock em outra oportunidade. Como é voltar ao palco do festival depois de tanto tempo?

Marcelo Gomes: Estamos muito felizes em merecer essa confiança porque vocês tem tido shows bacanas por aí nos últimos anos e agora, acho que a expectativa de fazer um bom show é mais acentuada da nossa parte. O Vamoz! tem histórias muito legais nessa cidade e eu tive a chance de tocar aí com a Supersoniques e DMP, então tenho uma história grande e verdadeira. Fiz ótimos amigos aí e espero fazer ainda mais. Nós tocamos muitas músicas dos dois primeiros álbuns, novo single e algumas surpresas.

CIR - Vocês passaram um tempo em hiato e depois voltaram com grandes mudanças, principalmente saídas e entradas de membros. Como vocês enxergam que essas mudanças afetaram/afetam o som que fazem agora?

Marcelo Gomes: Sim, a única certeza é a ''impermanência''. A banda está soando muitíssimo diferente. Ao todo estamos em atividade a 13 anos. É muito difícil que a vida e as ideias das pessoas permaneçam as mesmas por tanto tempo, então essas mudanças ocorrem naturalmente no curso de vida e isso reflete diretamente no som da banda e na permanência das pessoas nela. Eu particularmente toco em bandas desde os 17 anos e a única coisa que ficou nesse tempo todo foi o gosto por tocar guitarra bem alto.

CIR - Atualmente, Djalma Rodrigues tá tocando com vocês. Como aconteceu essa entrada e o que ela significou pra banda?

Marcelo Gomes: Djalma é um dos melhores guitarristas que já vi tocando ao vivo. Ele também é um grande amigo e nós adoramos colocar alguns discos e ficar horas conversando sobre música, de todos os aspectos possíveis. O que quero dizer é que ele entrou na banda com toda liberdade para fazer o que quiser e ele mudou muito o nosso som. A razão da entrada dele foi porque o último baixista JB (que inclusive participou da composição e gravou Worried Man) foi morar em São Paulo, ele é um músico profissional e precisava estar num lugar de mais oportunidades. Nisso, eu e Pedrinho tínhamos decidido que não tentaríamos colocar apenas alguém para tocar baixo, mas alguém que realmente tivesse sintonia com nossa história. Quando convidei DJ para tocar, ele estava meio bêbado e achei que ele tinha dito sim por isso. Daí no outro dia liguei para ele e confirmei, não acreditava que ele tinha topado. Nesse show de Santa Cruz, especialmente, teremos o baixista da AMP (Dudu) tocando conosco. Vai ser mais uma instiga.

CIR - O que a Vamoz! tá preparando pro show no Capibaribe in Rock?

Marcelo Gomes: Basicamente nós subimos no palco e tocamos as músicas. Pouco ou nada é programado, então podem contar com uma banda muito instigada.




Entrevista: Priscila Moura
ASCOM Capibaribe in Rock